domingo, 7 de março de 2010

2 desenhos


Fumar mata?

Explosão de perfume

Dia da criança



Por ocasião do Dia da Criança, em 2009.

Sintra




A serra de Sintra, desenhada em Alcabideche e pintada em casa, no meu caderno.

Gosto particularmente do céu, que pela primeira vez me deixou satisfeito.
É difícil representar o céu, ou foi-o, até hoje. Veremos o próximo.

quarta-feira, 3 de março de 2010

Sou livre

Salto
Carpa
Solto
Sei a tua pele

Pulo
Melro
Livre
Levo o teu odor

Voo
Águia
Alto
Tenho o teu sorriso

Fecho as pálpebras.
Os meus dedos sabem
E seguem teu contorno.
Sou teu lábio, carne
Sou teu terno corpo.


Será liberdade levantar os pés da terra?
Então
Sou livre!

O céu, das casas

As casas caem
Depois dos homens
Amontoam-se as memórias

No aterro contam-se histórias
A quem as saiba ouvir
As fisgas, os amores, as vitórias

Saudade nas pedras
Choros e sussurros.

Triste fim
De uma vida nada vã.

6º Sentido

O homem tocou a terra
Agarrou-a com suas mãos e
Desfê-la entre os dedos

Foi ínfimo grão
Torrão,
Terno
Tenaz
Testemunhou o Sol

Com o respeito que se há-de dar
Aquela que um dia será mãe

A taipa, ergue-se estátua
Urgente, fecunda
Ao homem
E desperta um novo sentido

Sentir que ainda não é o céu

A queda de uma folha

Antes de morrer
As folhas
Curvam seus veios
Tornam-se aladas
Firmam formas flácidas
Fazem-se leves
E soltam-se pelo leme

Ao cair
Rodopiam
Piruetam
Dançam
Descem
Planam
Invertem movimentos
Sobem
E rodopiando
Voltam a cair…
Suaves.

Docemente
As folhas
Tocam a terra
E não morrem

Ninguém chora
Ninguém ri
Não há aplausos
Circos, acrobatas
Festas, fogo
Fado, foguetes, flores
Não é Carnaval
Não há presentes
Andarilhos
Promessas, pragas
Não se faz Poente

As folhas simplesmente
Caem, não morrendo
E tocam a terra, docemente

Vem

Sinto
Silvar acidulado
Se não vens
Percorrem-me as serpentes
Sábias
Em seu ferir

Por isso sei que vivo
Para te ver chegar

E brotam
De mim tardios
Pensamentos sobre ser feliz

Uma cor então
Me chega e basta
Para colorir o mundo

Assim como o vento junta as folhas
O tempo
Nós