domingo, 7 de março de 2010
Sintra

A serra de Sintra, desenhada em Alcabideche e pintada em casa, no meu caderno.
Gosto particularmente do céu, que pela primeira vez me deixou satisfeito.
É difícil representar o céu, ou foi-o, até hoje. Veremos o próximo.
Publicada por
Carlos
à(s)
7.3.10
1 comentários
quarta-feira, 3 de março de 2010
Sou livre
Salto
Carpa
Solto
Sei a tua pele
Pulo
Melro
Livre
Levo o teu odor
Voo
Águia
Alto
Tenho o teu sorriso
Fecho as pálpebras.
Os meus dedos sabem
E seguem teu contorno.
Sou teu lábio, carne
Sou teu terno corpo.
Será liberdade levantar os pés da terra?
Então
Sou livre!
Publicada por
Carlos
à(s)
3.3.10
1 comentários
Etiquetas: Poesia
O céu, das casas
As casas caem
Depois dos homens
Amontoam-se as memórias
No aterro contam-se histórias
A quem as saiba ouvir
As fisgas, os amores, as vitórias
Saudade nas pedras
Choros e sussurros.
Triste fim
De uma vida nada vã.
Publicada por
Carlos
à(s)
3.3.10
0
comentários
Etiquetas: Poesia
6º Sentido
O homem tocou a terra
Agarrou-a com suas mãos e
Desfê-la entre os dedos
Foi ínfimo grão
Torrão,
Terno
Tenaz
Testemunhou o Sol
Com o respeito que se há-de dar
Aquela que um dia será mãe
A taipa, ergue-se estátua
Urgente, fecunda
Ao homem
E desperta um novo sentido
Sentir que ainda não é o céu
Publicada por
Carlos
à(s)
3.3.10
0
comentários
Etiquetas: Poesia
A queda de uma folha
Antes de morrer
As folhas
Curvam seus veios
Tornam-se aladas
Firmam formas flácidas
Fazem-se leves
E soltam-se pelo leme
Ao cair
Rodopiam
Piruetam
Dançam
Descem
Planam
Invertem movimentos
Sobem
E rodopiando
Voltam a cair…
Suaves.
Docemente
As folhas
Tocam a terra
E não morrem
Ninguém chora
Ninguém ri
Não há aplausos
Circos, acrobatas
Festas, fogo
Fado, foguetes, flores
Não é Carnaval
Não há presentes
Andarilhos
Promessas, pragas
Não se faz Poente
As folhas simplesmente
Caem, não morrendo
E tocam a terra, docemente
Publicada por
Carlos
à(s)
3.3.10
1 comentários
Etiquetas: Poesia
Vem
Sinto
Silvar acidulado
Se não vens
Percorrem-me as serpentes
Sábias
Em seu ferir
Por isso sei que vivo
Para te ver chegar
E brotam
De mim tardios
Pensamentos sobre ser feliz
Uma cor então
Me chega e basta
Para colorir o mundo
Assim como o vento junta as folhas
O tempo
Nós
Publicada por
Carlos
à(s)
3.3.10
0
comentários
Etiquetas: Poesia




